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Fev
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Amesterdão

Este será um post um pouco estendo e por isso recomendo a quem não estiver interessado em ler, que apenas veja as fotos.

De 06 a 09 de Fevereiro, fomos os 4 até Amesterdão, sim é verdade, fomos para o frio! As viagens foram compradas com antecedência na Agencia de Viagens Trilhos do Mundo , e ficaram reservadas as viagens pela Ibéria  e o alojamento no Hotel Blue Tower Hotel (4 estrelas). 

Antes do dito dia, e através de muita pesquisa descobri o Blog do Ducs Amsterdam, ao qual só tenho a agradecer por todas as dicas que lá colocou. Estas permitiram que efectuássemos um planeamento cuidadoso da viagem e consequentemente poupássemos algum tempo lá.

A viagem começou mal, pois o voo para Madrid (fazia escala em Madrid) atrasou 1 hora e consequentemente tivemos de ir a correr para o avião com destino a Amesterdão. Ao chegarmos ao destino voltou a piorar, pois as malas não tinham sido transferidas. Lá fomos nós reclamar e qual não é a minha surpresa quando vejo muitas pessoas do mesmo voo na mesma situação. Pior ficamos quando nos indicam que esta situação é frequente!!! Saímos de lá com 3 bolsas da Ibéria para minimizar os danos. Nem vou comentar sobre o conteúdo, pois este só seria útil se no próprio dia viessem as malas!

Lá ficamos um pouco melhor quando chegamos ao Hotel, pois este era melhor que o esperado. Junto com as chaves (cartão magnético) tínhamos um mapa á espera com a indicação de todos os transportes na zona. O atendimento foi fenomenal e se algum dia voltar a esta cidade este será o Hotel (apesar de não ficar bem no centro). O quarto foi outra boa surpresa, era bem grande e cómodo. Tínhamos uma cafeteira, café solúvel e chá á nossa disposição, que foi bem utilizado. Na casa de banho, havia uma boa quantidade de shampo e gel de banho que por sinal eram bem bons.

No dia que chegamos devido a todo o atraso com a bagagem ficamos apenas pelo Hotel e acabamos por jantar lá (o jantar era oferta). É capaz de ter sido a melhor refeição que tomei!

No segundo dia começou o passeio pela cidade. Pasmei-me com as ruas deles, onde poucos carros se viam a circular, onde muitas pessoas andavam de bicicleta, com crianças e bebés apesar do fio que se sentia, onde as passadeiras eram em quantidade suficiente e onde todos circulavam por lá. Pasmei-me com a quantidade de transportes públicos e com a eficiência limpeza e conforto do mesmo. Pasmei-me porque todas as pessoas com que nos cruzávamos (para pedir informações) falavam inglês. Começamos por visitar a casa onde ficou Anne Frank durante a invasão dos Alemães (lamento mas não era permitido fotografias no interior) e saímos de lá bem nostálgicos, até o Fábio! Incrível foi que devido à perda da bagagem não tinha comigo os bilhetes que tinha comprado on line e apesar disso conseguiram confirmar a compra e deixar-nos entrar. Esta situação repetiu-se no Nemo e no Van Gogh. Também incrível foi que havia lá um livro em PORTUGUÊS com as indicações do que íamos ver.

Apesar do que nos haviam informado quando chegamos não havia fila, mas era Domingo e ainda não eram 10 horas da manhã. Quando saímos lá foi possível ver a fila que já contornava o edifício.

Seguimos para o centro, comprar roupa. Aproveitamos e fomos à Dam.

De tarde aproveitamos e deslocamo-nos até à marina e fomos divertir-nos à grande no Nemo! O que os miúdos e mesmo nós nos rimos e divertimos.

Este parque é fenomenal!

Como tinha indicações da vista da Biblioteca e esta era mesmo ao lado, lá fomos nós todos contentes, mas ai tivemos a nossa 2ª desilusão.  A varanda estava fechada por questões de segurança e pelas vidraças do café não conseguimos ver a vista como seria de esperar.

Quando terminamos esta volta ainda não eram 7 horas e estava noite cerrada. Jantamos pelo centro da cidade e demos um último passeio, passando por uma das Ruas do Distrito Vermelho (a foto foi tirada de fugida e por isso ficou desfocada).

No dia seguinte depois de um valente pequeno almoço no Hotel lá fomos novamente de Tram, mas desta vez mais para baixo para visitar-mos o museu de Van Gogh. As pinturas que vimos só nos abriram o “apetite” para as compras na loja. Lá ficamos por uns postais que serão transformados em quadros e umas lembranças.

Depois de mais umas voltas ao frio (sim estavam temperaturas abaixo dos 0ºC) e do almoço seguimos para um passeio de barco pelos canais. Ai pudemos ver mais de perto as casas barco e um pouco mais da própria cidade.

No ultimo dia e só dispondo de uma manha ficamos pelo mercado Albert Cuypmarkt onde pela primeira vez encontrei à venda lãs (não comprei por não gostar muito do material e das cores).

Seguimos para o Mercado de Flores no Spui onde mais uma vez me deslumbrei com as tulipas que eles têm.

Sobre Amesterdão tenho mais algumas coisas a dizer, mas estas não as consegui encaixar no meu relato e por isso coloco-as por parágrafos.

De comida posso dizer que é muito variada, aliás como as pessoas que lá vivem. No entanto as famosas batatas fritas com maionese são mesmo boas (apesar de enjoativas). Comemos todos os dias um wafer recheado com caramelo (stroopwafels), como o Ducs indica e quanto a isso não há o que falar, pois só provando!!!!!

Nos supermercados foi possível comprovar a enorme quantidade de queijos e iogurtes que eles têm.

Realmente quase não existem carros e transito nunca vi (e percorri vários pontos da cidade), no entretanto existem mesmo vários parques para as bicicletas.

Os cafés normalmente só estão abertos para o almoço, ao contrário dos restaurantes que normalmente só estavam abertos para o jantar. As lojas abrem tarde (por volta das 10 horas) e fechem cedo (por volta das 19).

Os bilhetes de tram (idêntico ao nosso eléctrico) são caros, mas existe a possibilidade de comprar uns pré-comprados que são uma tira grande na qual carimbam quando se usa o transporte.

Todas as pessoas com que nos cruzávamos extremamente prestáveis e simpáticas.

Não vi em nenhum local unhas de gel, nem lojas do chinês (existem chineses lá) e nem informações sobre a Gripe A.

Todas as ruas bem como os transportes tinham boas condições de acesso para os carrinhos de bebés, não havia passeios mais altos, nem transportes nos quais para se entrar e sair se tinha de levantar o carro.

A maioria dos locais que fomos só tinha cerveja Heineken, mas compramos uma no supermercado diferente e que tinha o módico grau de álcool de 13º!

A maioria das casas em Amesterdão são escuras pois são construídas com tijolo burro (para que não haja perdas de calor), mas esta situação torna a cidade mais sombria quando não existe sol.

As nossas malas chegaram na véspera de voltarmos e felizmente á vinda não houve extravios!

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12 Responses to “Amesterdão”


  1. 12 de Fevereiro de 2010 às 6:11 pm

    Amsterdão é uma linda cidade. Nós estivemos lá em Novembro e já me apetece voltar, quer dizer, depois do frio…
    Vou voltar mais tarde para ler o post com atenção 🙂

  2. 12 de Fevereiro de 2010 às 7:14 pm

    apesar de tudo uma viagem muito gira!
    e o teu relato fez me viajar tambem um bocadinho!
    Beijinhos

  3. 12 de Fevereiro de 2010 às 9:12 pm

    Parece que se divertiram imenso! Eu espero poder fazer uma viagem grande como a tua brevemente. A boina que virou gorro também ficou muito gira, às vezes infelizmente as coisas não correm como queremos e temos que desenrascar, sabes que a mim me aconteceu muitas vezes e ainda acontece!

  4. 12 de Fevereiro de 2010 às 9:13 pm

    Que inveja…qualquer dia vamos lá também.
    No ano passado viajámos “cá dentro”, pode ser que este ano dê para ir para fora.
    Tenho a certeza que passaram uns belos dias em familia!
    Beijinhos
    Manela

  5. 5 turbolenta
    13 de Fevereiro de 2010 às 4:50 pm

    Ainda bem que gostaste.
    Pena que o tempo não estivesse mais soalheiro e quentinho.
    Mas por aquelas bandas o tempo é mesmo assim. Mesmo no VErão ele não é muito quente e certo como por cá. Quando lá estive, há uns bons anos, em Agosto, chovia de vez em quando e as pessoas andavam , mas muitas, de botas estilo de montanha.
    A cidade é bonita e não tem muita poluição.E as pessoas falam todas inglês pois é a sua 2ª lingus.
    AS bicicletas alugam-se em qualquer dos parques que mostras e podem ser colocadas depois em qualquer outro sítio da cidade.(na altura trabalhavam com moedas, se calhar agora é diferente)
    Por acaso tenho 1 ou 2 fotos da casa de Anne Frank. (Do interior) lol lol
    Como tínhamos amigos da minha filha no NOrte, acabamos por lá ir e adoramos. Foi muito giro: o campo, os moinhos, os campos de flores, tudo muito verdinho e bem tratado. Um mimo.
    Mas Amesterdão é mesmo uma cidade à qual não nos importamos de voltar.
    (E se gostaste da HOlanda, programa uma ida à NOruega)

    Ai A Ibéria também “desviou” as vossas malas?

    ESsa desgraçada dessa companhia da qual tão más recordações tenho.
    Não me digas que ainda te saiu na rifa um necessaire amarelo e preto de plástico com porcarias que não serviam para nada… É que também fomos as felizes contempladas com 2 objectos desses. Achei aquilo tão despropositado que tirei foto e mostrei no meu blogue quando contei a viagem a Atenas.
    Nem me quero lembrar!
    E sabes que antes de sair para uma viagem eu fazia sempre um seguro especial que cobria danos de bagagem, morte por acidente, etc…etc… POis paguei pelas 2 acho que à volta de 13 euros e depois o seguro não assumiu despesa nenhuma e causou-nos imensa diferença as malas terem andado a viajar mais que nós.
    Depois…a Ibéria empurrava para a Ana. A Ana para a Ibéria e o certo é que ninguém assumiu nada …
    POr isso nem sei se vale a pena fazer seguro.

  6. 6 turbolenta
    13 de Fevereiro de 2010 às 4:52 pm

    REctifico:
    Paguei pelo seguro não 13 mas cerca de 130 euros.

  7. 15 de Fevereiro de 2010 às 11:21 am

    Deixaste-me aqui a roer de inveja! Saudável.

    beijos

  8. 8 turbolenta
    16 de Fevereiro de 2010 às 4:47 pm

    Sabes o que a Ibéria tem melhor que a Tap? as refeições quentes.
    lol lol

  9. 17 de Fevereiro de 2010 às 2:09 am

    Que passeio lindo, apesar da confusão das malas. As fotos estão ótimas e o texto… conheci a cidade! Menina como resistiu e não comprou lãs?? eu não resisto rss
    bjinhos

  10. 19 de Fevereiro de 2010 às 12:21 pm

    Ainda bem que apesar de todas as peripécias acabou por ser uma boa viagem.

    Adorei a descrição pois faz-nos viajar um pouco, eu que não tenho possibilidades para isso, vou viajando assim, ehehe

    Beijinhos

    Alda

  11. 24 de Fevereiro de 2010 às 11:54 am

    Eu fui daquelas que leu com muita atenção todo o post.
    Vim aqui (pensava eu num instantinho porque estou cheia de trabalho…) dizer-te que acabou de sair mais uma peça amarela no meu blogue e deixar-te um beijinho e, afinal, fiquei algum tempo a ver as tuas ultimas habilidades e, em especial, a ler todo o relato da visita a Amesterdão.
    É cidade que ainda não conheço mas o teu relato é muito parecido com a descrição que a minha sobrinha, que foi lá no ano passado, me fez da sua viagem.
    Eu adoro viajar e adorei o teres partilhado no blogue as vossas peripecias e histórias.
    Foi pena a questão das malas, felizmente nunca tive esse problema e já viajei várias vezes com a Ibéria, até fiz duas viagens intercontinentais (à Argentina e ao Chile também), mas confesso que ía com um certo receio porque sei que há anos que é quase normal isso acontecer.
    Mas essas coisas, depois, acabam para passar para 2º.plano, o que interessa é aproveitar-se ao máximo a viagem e não “stressar” com esses contratempos.
    Ainda bem que isso só vos chateou um bocadinho, segundo me pareceu, apreciaram bem a cidade, não é verdade?
    Como dizem os nossos “irmãos brasileiros… VALEU, né?
    Beijinhos grandes,
    Gena

  12. 12 daniduc
    21 de Março de 2010 às 10:40 pm

    Olá

    Fico feliz que as dicas tenham sido úteis e que divertiram-se em Amsterdam! 🙂 O fechamento da varanda da Biblioteca esse inverno causou mesmo muitas decepções – pra nós mesmos, que fomos levar um casal de amigos pra ver e demos de cara também com a porta fechada por causa do inverno atipicamente frio. Mas acontece – outra vez fomos levar um amigo e, durante todo o trajeto até o prédio da biblioteca fez um lindo sol. No tempo de subirmos os 7 andares uma neblina baixou de tal forma que quando chegamos ao deck não se enxergava nada. A cidade literalmente escondeu-se pra ele! :-O (veja como ficou: http://www.flickr.com/photos/ducs_amsterdam/4089555550/)

    Quando às cervejas: há muitas e excelentes cervejas além da Heinecken, mas estão em alguns bares mais especializados. Para tomar cervejas holandesas excelentes, recomendo o ‘t Arendnest (em holandês: o ninho da águia). Uma micro cervejaria local, que fica em um moinho de vento, também é bom programa, especialmente se estiver tempo bom: Brouwerij ‘t IJ (na Funekade 7).

    Enfim, excelente artigo, gostei muito de ler, e boas fotos também. Obrigado pelos links e pelo relato.

    Abraços brasileiros de Amsterdam 🙂


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